sexta-feira, 9 de setembro de 2016

"...e a esperança, já se foi."

Há tantas dores na vida, sei lá...
Preferia que os dentes me doessem três meses seguidos do que ter que ouvir certas coisas.
De facto, as pessoas de quem mais gostamos têm demasiado poder sobre nós e isso só nos torna sensíveis, pequeninos. Não que amar nos torne pequenos, não é mau amar mas há dores que se sentem por causa de quem se ama que nos tornam microscópicos.
Às vezes preferia não sentir metade das coisas que sinto, não ligar tanto às pequenas coisas que me fazem sentir um bocadinho triste. Vou tentar não ligar à ausência de um "como correu o teu dia?", vou tentar não ser eu. Vou contra mim, porque também estou cansada de ser eu. Cansa gostar tanto dos outros, ser tão chatinha com eles e depois não nos retribuem a "chatice" que lhes damos. Queria ter pessoas chatas como eu, que dissessem que gostam, que sorrissem e que fizessem festinhas nas orelhas e nos braços fofos.
Queria que as pessoas fossem capazes de agradecer, de mostrar que gostam. Porque eu já me cansei e a esperança, já se foi.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Perspectivas em termos de futuro

(Este texto foi escrito na primeira aula de português, para a avaliação diagnostica)

"Tenho 17 anos e acho que estou a passar por aquela fase "bipolar", tenho dias em que me encontro no meu auge e outros em que estou no pior dos meus piores, mas tudo faz parte da adolescência.
Pertenço à "geração à rasca" e acho que só estas três palavras decifram grande parte do meu futuro, tanto como pessoa, como como cidadã.
Estamos a passar por uma época de crise, não só financeira mas também de valores. Há fome, desemprego e muita angústia em nosso redor, o que acaba por nos desmotivar de alguma maneira a ir mais além, pois olhamos para tudo isto e pensamos: "Vou estudar para depois ir para o desemprego?", é um pensamento destrutivo de facto, mas é na realidade fundamentado por aquilo que vemos e vivemos todos os dias.
No futuro gostava de exercer uma profissão no qual não sentisse que estava a trabalhar, gostava de fazer algo que me desse prazer, porque quando fazemos o que realmente gostamos acabamos por encarar o nosso dia-a-dia de uma maneira melhor e mais positiva, não sentindo que estamos a "trabalhar" no sentido literal da palavra.
Honestamente não tenho grandes expectativas em relação ao futuro, pois atrás de grandes expectativas vêm grandes desilusões e o melhor para evitar desilusões é viver um dia de cada vez, cada coisa a seu tempo. Devemos tentar sempre fazer melhor que ontem, mas não na expectativa de que o amanhã será perfeito, pois poderá não ser.
Daqui a uns anos vejo-me a trabalhar provavelmente fora de Portugal, devido a todo o desemprego e crise existente, infelizmente no meu país não há grandes oportunidades para progredir, já para não falar dos ordenados miseráveis e das reformas "ocas" dos idosos.

Prometem que tudo vai ficar bem e que o país vai melhorar, mas a minha questão é: Há quantos anos dizem isto? Pois. Acho que não devemos iludir-nos, muito menos nesta altura em que sabemos o quão difícil seria tudo voltar ao normal, estabilizar e não haver a quantidade absurda e assustadora de desemprego que há.
Não prevejo um futuro perfeito, mas vou fazer o que estiver ao meu alcance para o tornar melhor e viver feliz."


segunda-feira, 26 de maio de 2014

F de família.

Fazem-me tanta falta, é como que um desaconchego da alma, um vazio que todos os dias aumenta.
Parece que a cada dia que passa, desaparece um bocadinho de mim, de quem eu era.
Sei lá, a vida dá tantas voltas e eu tenho que crescer, mas não há como me habituar a isto, a estar longe das pessoas mais importantes da minha vida... Eu só queria tê-los comigo, poder estar com eles todos os dias, como sempre estive.
Esta coisa de crescer e de tudo mudar, está a dar-me a volta à cabeça... Quero os velhos tempos de volta, quero ter 6 anos, quero que voltem a cair-me os dentes, quero aprender a andar de bicicleta e quero estar com eles todos os dias, quero que me ajudem a fazer os trabalhos de casa e que me repreendam quando eu fizer asneiras. Quero mesmo, mas não dá para voltar atrás no tempo...
Eu sabia que tudo ia mudar, mas nunca pensei que fosse assim. Subestimei a minha sensibilidade e o amor que sinto por eles, pensei que eu iria ser mais forte ou que isto iria ser mais fácil, que iria habituar-me, mas enganei-me.
São os amores da minha vida, o melhor que tenho, os maiores no meu coração. 
Porque a família é assim, pode haver desentendimentos, mas acho que mesmo que pudéssemos escolher não escolheríamos assim tão bem.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mãe.

És suor, lágrimas
Força e inspiração
És minha mãe, o protótipo de perfeição

A felicidade de muitos e a frustração de alguns
A beleza em forma de gente
E defeitos, não tens nenhuns

Parabéns mãe,
És a minha melhor amiga.

És a única pessoa, que o meu coração abriga.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Andorinhas.

Dei tempo, espaço e fugiu tudo por entre os meus dedos.
Não sou pessoa de ir atrás daquilo que penso que já perdi. Talvez por orgulho também.
Sei lá, a vida tem mudanças, grandes reviravoltas e quando algo acontece, a meu ver, é porque assim tem que ser.
E o tempo vai passando, pessoas vão indo e outras ficando e a vida continua porque como diz o ditado: "Não é por morrer uma andorinha que acaba a primavera". Mas erro tanto, e o meu coração sabe e sente que não é bem assim. Porque há gente que faz falta. Que faz falta na minha primavera e ela quase que se acaba.
Há pessoas tão importantes na vida, que nos marcam tanto. Não sei, prefiro nem pensar nisso às vezes porque sinto saudade e arrependimento por as ter deixado ir assim.
Na verdade não as deixei ir, elas ficarão para sempre nem que seja apenas na memória, mas ao menos sei que ficam.
E que na minha primavera haja sempre andorinhas, mas que nunca nenhuma substitua outra.

domingo, 27 de outubro de 2013

Sem ti.

Fiquei sem rumo,
Sem sol,
Sem vontade de continuar esta jornada.
Fiquei sem ti.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Talvez.

Chove tanto lá fora. Chove tanto, tanto, tanto.
Nem sei, este tempo deixa-me ainda mais nostálgica que o habitual.
Sinto o corpo frio, todo ele gelado. Até o coração congelou, as saudades fizeram com que ele assim ficasse. Talvez quando as matar, ele descongele.
Não sei nada, isto não rima, nem é bonito, mas é verdade.
Gostava de fazer as pessoas ou rir ou chorar com o que escrevo, mas acho que os meus textos não servem para isso, são apenas poços de sentimentos, poços onde deposito aquilo que vai cá dentro.
O meu coração bombeia todos os meus sentimentos que aqui escrevo, quase sem sentido, parece que escrevo automaticamente e as minhas mãos se guiam sozinhas.
Talvez um dia eu consiga fazer sentido, os meus textos consigam fazer sentido e tudo vai fazer sentido, tudo vai tomar um rumo e tudo vai voltar ao normal.
Ou talvez não, e vou continuar a escrever coisas que nem sei bem o que são, mas que na realidade são a minha alma, a transparência que ela toma quando aqui escrevo o que vai nela.
Talvez, talvez, talvez. Talvez um dia...