quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Talvez.

Chove tanto lá fora. Chove tanto, tanto, tanto.
Nem sei, este tempo deixa-me ainda mais nostálgica que o habitual.
Sinto o corpo frio, todo ele gelado. Até o coração congelou, as saudades fizeram com que ele assim ficasse. Talvez quando as matar, ele descongele.
Não sei nada, isto não rima, nem é bonito, mas é verdade.
Gostava de fazer as pessoas ou rir ou chorar com o que escrevo, mas acho que os meus textos não servem para isso, são apenas poços de sentimentos, poços onde deposito aquilo que vai cá dentro.
O meu coração bombeia todos os meus sentimentos que aqui escrevo, quase sem sentido, parece que escrevo automaticamente e as minhas mãos se guiam sozinhas.
Talvez um dia eu consiga fazer sentido, os meus textos consigam fazer sentido e tudo vai fazer sentido, tudo vai tomar um rumo e tudo vai voltar ao normal.
Ou talvez não, e vou continuar a escrever coisas que nem sei bem o que são, mas que na realidade são a minha alma, a transparência que ela toma quando aqui escrevo o que vai nela.
Talvez, talvez, talvez. Talvez um dia...



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