segunda-feira, 9 de junho de 2014

Perspectivas em termos de futuro

(Este texto foi escrito na primeira aula de português, para a avaliação diagnostica)

"Tenho 17 anos e acho que estou a passar por aquela fase "bipolar", tenho dias em que me encontro no meu auge e outros em que estou no pior dos meus piores, mas tudo faz parte da adolescência.
Pertenço à "geração à rasca" e acho que só estas três palavras decifram grande parte do meu futuro, tanto como pessoa, como como cidadã.
Estamos a passar por uma época de crise, não só financeira mas também de valores. Há fome, desemprego e muita angústia em nosso redor, o que acaba por nos desmotivar de alguma maneira a ir mais além, pois olhamos para tudo isto e pensamos: "Vou estudar para depois ir para o desemprego?", é um pensamento destrutivo de facto, mas é na realidade fundamentado por aquilo que vemos e vivemos todos os dias.
No futuro gostava de exercer uma profissão no qual não sentisse que estava a trabalhar, gostava de fazer algo que me desse prazer, porque quando fazemos o que realmente gostamos acabamos por encarar o nosso dia-a-dia de uma maneira melhor e mais positiva, não sentindo que estamos a "trabalhar" no sentido literal da palavra.
Honestamente não tenho grandes expectativas em relação ao futuro, pois atrás de grandes expectativas vêm grandes desilusões e o melhor para evitar desilusões é viver um dia de cada vez, cada coisa a seu tempo. Devemos tentar sempre fazer melhor que ontem, mas não na expectativa de que o amanhã será perfeito, pois poderá não ser.
Daqui a uns anos vejo-me a trabalhar provavelmente fora de Portugal, devido a todo o desemprego e crise existente, infelizmente no meu país não há grandes oportunidades para progredir, já para não falar dos ordenados miseráveis e das reformas "ocas" dos idosos.

Prometem que tudo vai ficar bem e que o país vai melhorar, mas a minha questão é: Há quantos anos dizem isto? Pois. Acho que não devemos iludir-nos, muito menos nesta altura em que sabemos o quão difícil seria tudo voltar ao normal, estabilizar e não haver a quantidade absurda e assustadora de desemprego que há.
Não prevejo um futuro perfeito, mas vou fazer o que estiver ao meu alcance para o tornar melhor e viver feliz."


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